Altar

Vemos altares em diversas religiões, xintoísmo, cristianismo, judaísmo, hinduísmo, candomblé, todos com a mesma finalidade, estabelecer contacto com o divino, louvar e adorar uma ou mais divindades, fazendo-lhe(s) oferendas, promessas, preces e até rituais e meditações. Ao fazermos oferenda perante uma imagem, não estamos "adorando ídolos", afinal, a imagem serve para que tenhamos uma idealização da divindade, para que nossa mente se concentre na divindade.
Um altar é contituido de uma imagem da divindade (ou mais divindades), velas e uma plataforma. Pode conter também outros artefactos, como incensário, pratos, símbolos, relíquias, dentre outros. Podemos ter um altar em nosso lar ou em um templo específico.
O altar representa um outro universo, o mundo da divindade, no qual entramos em contacto através de todos os símbolos, imagens, cores, e artefactos que no altar contém.

O altar é essencial a todo hellenista, a todo pagão, em geral. Não é necessário ter vários altares para muitas divindades. Basta ter só à uma, uma a quem és devoto, ou à espíritos guardiões, ou espíritos hereditários (oratório), ou um altar neutro, de culto livre.
Para rituais coletivos, realizados por clérigos, usa-se um altar semelhante ao de Apolo na figura abaixo (altar ritual). Arruma-se uma mesa retangular ou redonda num espaço propício, põe-se os símbolos, imagens, cores, incenso, velas da divindade na qual se realizará o ritual. Muitos preferem realizá-lo ao ar livre, como os antigos faziam em comunidade.

Os altares rituais, que também pode-se ter no lar, para preces e adoração, são montados conforme cada tradição. Na tradição etrusca o altar é virado à norte (de modo em que o fiel fique virado à norte), ao sul do altar põe-se a imagem de divindades telúricas, ou ninfas; ao leste põe-se uma divindade ligada à purificação, renascimento, progresso, razão (Sol nascente); ao oeste põe-se uma divindade relacionada ao Submundo, à morte, repouso, destino (Sol decadente). O norte é reservado ao(s) Deus(es) celestiais, ou de devoção.
Cada ícone ou símbolo posto em cada quadrante, pode mudar a cada época do ano. Por exemplo, uma imagem de Perséfone, posto à leste durante a primavera, deve ser deslocado à oeste, junto ao Hades, durante o outono. Com todo esse conjunto de posições e símbolos, cria-se um universo simbólico próprio, "desvenda" a acção dos Deuses na Terra, e tudo ilumina em nosso subconsciente, além das energias concentradas no altar, como um portal místico que nos liga ao divino.

A adoração à divindade não precisa ser coletiva, normalmente é individual. Será apresentado agora exemplos de altares anexos:
Um altar para Vênus


Altar para ritual coletivo dedicado a Apolo
















Antigo altar grego para Selene
Antigo altar romano na cidade de Braga em Portugal






Um altar Lare romano antigo.



Era de costume, principalmente entre os romanos, cultuarem espíritos ancestrais, guardiões da família, das origens e do lar. Esses espíritos se chamam Lares, e seus altares ficavam dentro da casa da família romana. As imagens contidas nesses altares são de jovens romanos erguendo uma taça (simbolizando a imortalidade). O Altar Lare servia para fazer orações diárias e pequenas oferendas, são equivalentes à pequenos altares católicos caseiros dedicados aos Santos.
No antigo povo romano, havia um festival dedicado aos Lares, a Compitália (Festival da Encruzilhada).


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