Marte

 
  • Raça: Deus Olímpico
  • Aspectos: Deus da guerra; Deus da disciplina; Deus da virilidade.
  • Cônjuge: Amante de Vênus
  • Filiação: Júpiter e Juno.
  • Descendentes: Anteros; Deimos; Éros; Harmonia; Fobos; Amazonas filhas de Otrera; Rómulo e Remo, e outros mortais.
  • Aliados: Éris; Neptuno; Plutão; Tânato.
  • Plantas relaccionadas: Dragoeiro; sansevieria; louro; pimenta; gengibre; cebola; coentro; verbasco; pachuli; urtiga; vetiver; mostarda; mate; losna.
  • Atributos e símbolos: Armas; elmo; abutre; galo.
  • Signo associado: Áries.
  • Festival romano: 27 de Fevereiro (1ª Equirria) e 14 de Março (2ª Equirria)

Marte (Ares, em grego) é Deus da guerra. Em Roma ele também era venerado como um Deus da agricultura, devido ao sincretismo etrusco. Quem lhe mantinha devoção eram guerreiros e cidadãos de cidades voltadas à guerra, como Esparta. Marte, segundo os mitos, é inimigo de Têmis (Deusa da ordem e justiça). Não deve-se ver o Deus de forma negativa, Marte não é só um deus da guerra, ele se associa com a lei que rege o mundo, que rege o karma de cada um.
Marte também está associado à disciplina, à liderança, à Lei Divina. Fazendo parte de sua característica guerreira, ele comanda o primeiro estágio solar (o signo de Áries), os que nascem sob este signo são corajosos, leais e destemidos como Marte, mas também podem ser agressivos e inconscientes se perderem a disciplina que lhes são confiadas.

Marte não aparece em muitos mitos. O mais conhecido mito com Marte é sobre seu amor por Vênus (Afrodite). Vênus se casou com Vulcano (Hefesto), porém amava Marte, e não Vulcano. A Deusa então começou a traí-lo com Marte. Hélio, o Sol, que tudo vê, contou a Vulcano o que estava acontecendo, então o Deus do fogo construiu uma finíssima e resistente rede, e quando Vênus novamente se encontrou com Marte, Vulcano os prendeu na rede e levou-os ao Olimpo para serem humilhados. Marte teve que pagar tributo pelo adultério.
Marte é pai de Rômulo e Remo, descendentes de Enéias que fundaram cidade de Roma e a nacionalidade romana. Minerva, sua irmã, também é uma Deusa bélica, mas ela é Deusa das estratégias, diplomacias e uma guerra justa, enquanto Marte é Deus da guerra violenta, fundando-se em matar e vencer. Na verdade Marte é um severo aplicador da Lei Divina.
 Em seus festivais latinos, Equirrias, eram realizados corridas de cavalo em sua homenagem.

Marte e Vênus são muitas vezes considerados como os principios criadores e formadores do Universo. Tudo tem um pouco de Marte e um pouco de Vênus, tudo tem guerra e amor, tudo tem masculino e feminino, projecção e recepção, muito e pouco, Yin e Yang. Este conceito é muito comum nas religiões e logicamente perceptível. Esses opostos (Marte e Vênus) não significa que temos que escolher somente um lado, não significa que um é bom e outro é mal. Ao contrário, significa que temos que buscar um equilíbrio entre ambos os lados, entre Marte e Vênus.
Foi por Afrodite que Ares ficou ao lado dos troianos na Guerra de Tróia, pois ele iria ficar ao lado dos Aqueus, jurando isso para Hera e Atena. Ares e Afrodite se amam, e permanecem juntos, formando esse equilíbrio cósmico. O simbolo de Marte é "♂", enquanto o de Vênus é "♀".

Em termos de dualismo divino, Vênus e Marte formam uma dualidade. Vênus é o arquétipo da mulher, enquanto Marte é o arquétipo do homem. Vênus é a suavidade, a recepção, enquanto Marte é a agitação, a projecção. Vênus e Marte representam a atração sexual entre a mulher e o homem, pois, enquanto sendo opostos, sempre se amarão e desejarão estarem juntos, pois um completa o outro, formando a harmonia cósmica.

Um comentário:

  1. Hino órfico a Árês traduzido do espanhol:

    LXV. A ÁRÊS

    Incenso odoroso

    Inquebrantável, de ânimo rude, vigoroso, poderosa divindade, que desfrutas com as armas, indomável, aniquilador de mortais, demolidor de muralhas, soberano Árês, que te moves em meio do estrépito das armas, sempre manchado de sangue, desfrutando com a matança, metido no fragor do combate, terrível; que desejas o tosco combate de espadas e lanças. Contém a peleja raivosa e deixa ir a fatiga que causa dor a alma, e cede ao desejo de Kýpris (Aphrodítê) e aos alegres cortejos de Lyaíos (Diónysos) mudando a força das armas pelos trabalhos de Deó (Dêmétêr), ansiando a paz que alimenta aos jovens e proporciona a felicidade.

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