Apolo

  • Raça: Deus Olímpico
  • Aspectos: Deus solar; Deus das artes; Deus da profecia; Deus da purificação; Deus da razão; Deus da fé; Deus da harmonia.
  • Cônjuge: Várias amantes
  • Filiação: Júpiter e Leto
  • Descendentes: Esculápio; Troilo; Orfeu; Aristeu.
  • Aliados: Diana; Mercúrio; Neptuno; Salácia; Febe; Éros; Fauno; Vênus; musas.
  • Plantas relaccionadas: Louro; hidraste; mirra; olíbano; benjoim; alecrim; canela; cravo-da-Índia; carvalho; limoeiro; capim-limão; laranjeira; eucalípto; poejo; crisântemo; cravo; girassol; anis.
  • Atributos e símbolos: Lira; coroa de louros; cristal; ouro; auréola solar; cisne.
  • Signo associado: Leão.
  • Festival romano:  23 de Setembro.

Apolo é o Deus das artes, da perfeição (física e moral), da profecia, da pureza e da razão. No mundo tanto latino quanto helênico era chamado de Apolo, mas também costumava ser chamado de Febo entre os latinos. Apolo é irmão gémeo de Diana (Ártemis). Quando o Deus nasceu, na ilha de Delos, sete cisnes deram sete voltas ao redor da ilha, e acabando a séptima volta, Apolo nasceu. A primeira a nascer foi Diana, que mal acabou de nascer e já ajudou sua mãe a parir Apolo. Os cisnes levaram o Deus para o norte, e quando cresceu foi viver na Grécia. Mais tarde, quando resolveu ir à Delfos (não confunda com a ilha de Delos), a cidade estava dominada pela monstruosa serpente Píton, filha de Gaia. Apolo lutou contra a serpente e a matou. Após isso, Apolo recebeu devoção e adoração na cidade, recebendo o Oráculo de Delfos, que antes era posse de sua avó, Febe. A Apolo também eram realizados os Jogos Píticos, uma série de competições "olímpicas" de entretenimento em honra ao Deus.
O Oráculo de Delfos era o mais conhecido templo-oráculo entre os povos do Mediterrâneo. Nele trabalhavam as sacerdotisas de Apolo, chamadas "pitonisas". Sentadas num banco de três pilares sobre uma fenda no solo, as sacerdotisas recebiam a inspiração mediúnica do Deus (ou de espíritos da mesma vibração de Apolo), dizendo suas profecias e conselhos, de acordo com o que se procura. Das fendas saíam gases do subsolo. Embora fossem apenas gases subterrâneos, ainda pode ser usado como divinação, afinal, a Natureza é divina e possui essência divina.

Durante a Guerra de Tróia (leia a Ilíada), Apolo ficou a favor dos troianos, se tornando muito venerado em Tróia. Quando ele e Neptuno falharam na tentativa de destronar Júpiter, Apolo foi punido a cuidar do rebanho do rei de Tróia. Durante esse período de pastoreio, nasce seu irmão Mercúrio, que, ainda bebê, pregava-lhe peças, roubando seu rebanho de ovelhas. Ainda bebê, Mercúrio inventou a lira, que encantou Apolo, então este resolveu trocar o rebanho pelo instrumento. Mercúrio também inventou a flauta-de-pã, que trocou com o irmão pelo seu cajado de ouro para pastorear. O cajado se transformou no caduceu.
Apolo é considerado o mais belo dos Deuses, ele é símbolo da perfeição, e também da pureza. Muitas vezes ele é dito como pai das musas, e isso faz muito sentido, pois Apolo é Deus das artes, e as musas representam cada tipo de arte. Apolo vive entre as ninfas, ele já amou muitas ninfas, Deusas, mulheres e homens.

Apolo muito se assemelha a Éros, pois ambos são Deuses da perfeição e harmonia, e ambos são considerados belíssimos. O papel de Apolo nisso é lembrar às pessoas do Amor Primordial (Éros), e que devemos ser puros e viver em harmonia para chegar a Éros.
O Império Romano, ao longo dos tempos, foi devotando-se a Apolo junto com Hélio (culto ao Sol Invictus), que, com a vinda do cristianismo, seu culto foi substituido pelo de Jesus. Apolo possui aspectos bem parecidos com Jesus, como a pureza, a perfeição, o aspecto solar, a razão e a harmonia. Quando Apolo destruiu a serpente Píton, simbolizou a razão e a justiça destronando o caos. A principal imagem que o Deus nos transmite é o de que a harmonia leva à perfeição.

Em termos de dualismo divino, Diana e Apolo formam uma dualidade. Diana é a simplicidade, enquanto Apolo é a extravagância. Diana é a alma, a intuição, a lua, enquanto Apolo é o logos, a razão, o sol. Ambos são igualmente importantes na harmonia cósmica.

2 comentários:

  1. ele também é pai de Hymenaíos com Aphrodítê, e deus dos hinos de casamento e das núpcias do casal.

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  2. Hino órfico a Apóllôn traduzido do espanhol:

    XXXIV. A APÓLLÔN

    Incenso, grãos de incenso

    Vem, afortunado, Paián, matador de Titýos, Phoíbos, Lykôreús, habitante de Memphís, receptor de esplendidas honras, curador, dispensador de felicidade, de áurea lýra, fecundador, ordenador de las labores agrícolas, Pýthios, Titán, Grýneios, Smintheús, destruidor de Pýthôn, Delphíkos, adivinho. Agreste e luminosa divindade, amável e glorioso jovem, condutor das Moúses, organizador de coros; flechador com os disparos de teu arco, Bránkhios, Didymeús, que feres desde longe, oblíquo, sagrado. Soberano de Délos, que possuis um olhar que tudo envolves e ilumina, o firmamento infinito e a ditosa terra, desde o alto, e através da escuridão, na paz da noite, sob a sombra cujos olhos são estrelas, examinadas, por debaixo, as raízes; possuis os limites do mundo inteiro, e teu é o princípio e o final que tenha que acontecer. Tudo floresces e ajustas harmonicamente toda a abóboda celeste com tua muito sonora cítara, quando, encaminhando-te algumas vezes aos confins das profundezas e, outras, ao mais alto, equilibras todo o céu segundo a ordem dórica, e escolhes as raças que se alimentam, condicionando aos homens um destino totalmente regrado pela harmonia, pois por igual associas inverno e verão a ambas as zonas, isto é, designas o inverno as alturas, o verão as profundezas e o modo dórico a florida estação da grata primavera. Por isso, os mortais te dão a denominação de soberano, Pán, bicorne divindade, que lanças os silvantes ventos, porque possuis o selo modelado de todo o universo. Escuta-nos, bem-aventurado, e salva a teus iniciados em razão das vozes de súplica que te dirigem.

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