Minerva

  • Raça: Deusa Olímpica
  • Aspectos: Deusa da estratégia; Deusa da razão; Deusa do conhecimento; Deusa das habilidades.
  • Cônjuge: Não possui
  • Filiação: Métis e Júpiter
  • Descendentes: Não possui
  • Aliados: Júpiter; Niké; Diana; Vesta; Têmis; Diké.
  • Plantas relaccionadas: Oliva; alecrim; figo; lírio; cedro; pimenta; salva; sândalo; manjericão; madressilva; violeta; gerânio; açafrão; hortelã.
  • Atributos e símbolos: Égide (escudo de górgona); lança; elmo; coruja.
  • Signo associado: Libra.
  • Festival romano:  19 de Junho.

"A coruja de Minerva só levanta voo ao cair do crepúsculo" – Hegel

Minerva (ou Atena, em grego) é a Deusa da sabedoria, da inteligência, das táticas de guerra, da razão. Também é chamada de Palas Atena. Ela foi uma Deusa muito importante e bastante cultuada entre os gregos, sobretudo nas grandes cidades, e seu culto se expandiu entre as várias culturas, desde à península Ibérica e norte da África até a Índia.
Minerva é filha de Júpiter com Métis. Após o Céu e a Terra profetizarem que Júpiter seria destronado pelo seu filho homem nascido de Métis, o Deus tratou logo de engolir a Deusa para impedir isso. Alguns meses depois houve uma forte dor de cabeça em Júpiter, que pediu então para Vulcano abrir sua cabeça com o machado. Este abriu, e da cabeça de Júpiter nasceu Minerva, portando armaduras e armas.

Minerva possui forte influência sobre o pensamento grego, tanto na ciência e filosofia quanto nas artes. Ela é a Deusa da razão científica, a luz da razão, muito retratada em ordens esotéricas. Minerva foi eleita a padroeira da cidade grega de Atenas, numa disputa entre a Deusa e seu tio Neptuno. Aquele que fizesse algo extraordinário e bom para a cidade seria o padroeiro(a) e a cidade receberia seu nome. Neptuno fez surgir uma fonte de água salgada, e Minerva fez surgir a uma oliveira, a primeira oliveira da Terra. Ao fazerem isso, os cidadãos escolheram Minerva (Atena) e nomearam a cidade com o nome da Deusa, Atenas (com s no final).


Inúmeros mitos incluem esta sapientíssima e tão virtuosa Deusa. O mais conhecido são as da trilogia da guerra de Tróia. Primeiro a Deusa disputou com Juno e Vênus para saberem qual das três é a mais bela. O responsável pela escolha foi o troiano Páris, que escolheu Vênus, e como prometido, ela lhe ofereceu a mulher mais bela do mundo, Helena. Helena era esposa de Menelau em Esparta, porém Páris a capturou.
Menelau disse a seu irmão, Agamemnon (então rei de toda a Grécia), sobre o acontecido, e este aproveitou este fútil motivo para fazer a tão esperada guerra contra Tróia, juntando todas as cidades e reinos gregos.
Neptuno apoiou os troianos, e Minerva os gregos (aqueus).

Os gregos estavam perdendo, pois era impossível derrubar as muralhas de Tróia, porém havia um aqueu sábio, devoto à razão (Minerva), ele era Odisseu, que preparou uma estratégia para atravessarem as muralhas num grande cavalo de madeira, oferecido como um suposto rendimento. Os gregos então entraram em Tróia, saíram dos cavalos e começaram o ataque, vencendo a guerra (leia a Ilíada). Neptuno ficou tão irado que fez o máximo para que Odisseu não voltasse ao seu reino em Ítaca, mudando seu rumo no mar e levando-lhe em lugares perigosos. Felizmente Minerva esteve sempre ao lado do astuto Odisseu, dando-lhe oportunidades e rumos para lugares favoráveis (leia a Odisséia).
Enquanto Minerva é a lógica, a razão, Neptuno, descrito por Homero, seria o inconsciente, simbolizado pelo mundo das águas. Odisseu é o ser que é atraído pelo inconsciente (fúria de Neptuno), mas que sempre tenta seguir a razão (Minerva), para voltar à sua terra natal, ao lado de sua esposa Penelope (Alma universal, eudaimonia).

Minerva ajudou muitos heróis virtuosos em sua jornada. Ela emprestou a Perseu o seu escudo, esteve ao lado de Aquiles na guerra de Tróia, ajudou Hércules em seus trabalhos. Ela também castigava a quem não lhe era favorável, como quando cegou o profeta Tirésias por este tê-la visto nua ao se banhar.

Um comentário:

  1. Hino órfico a Athéna traduzido do espanhol:

    XXXII. A ATHÉNA

    Incenso oloroso

    Pallás unigênita, venerável prole do grandioso Zeús, divina e bem-aventurada deusa, provocadora do estrondo guerreiro, furiosa, nomeável e inominável, célebre, cavernícola, que freqüentas os escarpados cumes das montanhas e os sombreados montes, e teu coração alegras nos arborizados vales. Belicosa, que feres as almas dos mortais com desvarios, donzela que praticas o exercício, e possuis um ânimo que infunde espanto, Gorgophónê, que evitas o matrimônio, felicíssima mãe das artes, excitante, inspirada de delírios enlouquecidos contra os malvados e, para os honrados, sã prudência és; varão e fêmea por natureza, geradora de guerras, prudente, de mutáveis formas, serpente, desejosa de inspiração divina, receptora de brilhantes honras, destruidora dos Gigántes de Phlegrás, condutora de cavalos, Tritogéneia, eliminadora de desventuras, vitoriosa divindade, durante o dia e a noite, sim cessar, no último momento. Escuta, pois, minha súplica, dê-me uma paz felicíssima, abundância e saúde em meio de ditosos momentos, Glaukópês, inventora das artes, soberana a quem dirigem muitas súplicas.

    ResponderExcluir