Ceres

  • Raça: Deusa Olímpica-telúrica (Cronida)
  • Aspectos: Deusa da agricultura; Deusa dos cereais; Deusa das estações do ano.
  • Cônjuge: Amante de vários mortais
  • Filiação: Cíbele e Saturno.
  • Descendentes: Proserpina; Pluto.
  • Aliados: Gaia; Juno; Júpiter; Fauno; Fauna; Cíbele; Pomona; Baco; Diana.
  • Plantas relaccionadas: Cereais em geral; datura; manjerona; estrepeiro; cipreste.
  • Atributos e símbolos: Foice; espigas; cornucópia.
  • Signo associado: Virgem.
  • Festival romano:  12 a 19 de Abril (o dia em que o trigo espigava)

Ceres (ou Deméter, em grego), é a Deusa dos cereais, da colheita, agricultura e ciclos anuais da terra, é a padroeira dos agricultores. Com seu irmão, Júpiter, gerou Proserpina (personificação dos ciclos anuais), com o mortal Iásio gerou Pluto (personificação da abundância). Ambos os seus filhos representam cada uma de suas partes.
Ceres é muito conhecido pelo mito do rapto de Proserpina: Plutão, cansado de viver sozinho em seu palácio no Submundo, resolve se unir com uma Deusa, mas nenhuma delas queria viver eternamente nas trevas do mundo Inferior. Plutão viu um dia a bela Proserpina, filha de Ceres, colhendo flores com as ninfas Oceânides. Ele então aparece diante dela vindo de uma fenda no chão, em sua carroagem puxada por cavalos negros. Plutão então a rapta e a leva consigo para as profundezas. Ceres ficou desesperada por não encontrar a filha. Vagou por toda a Terra a procura dela, esquecendo seu papel como Deusa da agricultura, fazendo com que a terra fique infertil. Na cidade de Elêusis, Ceres ensinou aos mortais o segredo dos ciclos, os segredos da morte e do renascimento, gerando uma grande seita mística conhecida como "Mistério de Elêusis".

Hécate e o Sol ajudam Ceres a encontrar a filha, até que descobrem que ela está com seu irmão Plutão nas profundezas da Terra. Ceres então pede a ajuda de seu outro irmão, Júpiter, para obrigar Plutão a devolvê-la. O senhor do Submundo aceita, porém se Proserpina haver comido algo de seu mundo, ela terá que permanecer. Proserpina havia comido algumas sementes de romã, então Plutão e Ceres fazem um acordo: Proserpina passa três meses com Plutão, e o resto do ano com a mãe. E durante esses três meses, Ceres se entristece por não ter a filha por perto, fazendo com que venha o período infertil da terra (início do outono).

Os Mistérios de Elêusis eram os cultos místicos de maior importância na antigüidade clássica. Nesses cultos, cultuáva-se o ciclo anual das estações, a ida e a volta de Proserpina (nascimento, morte e renascimento). Os rituais e os cultos eram fechados e os segredos eram guardados apenas aos iniciados. Sinais desse culto podem ser observados em práticas iniciáticas modernas. Entre os romanos, os culto secretos à Ceres eram realizados freqüentemente apenas por mulheres.
Foi Ceres que ensinou aos mortais o cultivo da terra para a agricultura. Durante a vida, ela descobriu os segredos da terra, do plantio, e ensinou às pessoas de seu povo, recebendo crédito em várias outros clãs e povos, sendo consderada uma Deusa, a Deusa da agricultura. Hoje ela se encontra num outro plano, no Olímpo, zelando a quem pede-lhe auxílio.

3 comentários:

  1. ela também tem relações com Poseidón e com ele gerou o cavalo falante Areíôn e a donzela Despoínê dos mistérios de Eleusís.

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  2. Hino órfico a Dêmétêr traduzido do espanhol:

    XL. A DÊMÉTÊR ELEUSINÍAS

    Odorosa resina de incenso

    Deó, deusa mãe universal, gloriosa divindade, venerável Dêmétêr, nutridora de jovens, outorgadora de felicidade, divindade dispensadora de riqueza, acrescentadora das espigas, benfeitora, que desfrutas com a paz e com as tarefas que exigem muito esforço. Fecunda, que amontoas os feixes e guardas os celeiros, produtora de verdes frutos; que habitas no sagrado vale de Eleusís, encantadora, agradável, alimentadora de todos os mortais. Fostes a primeira que jungiu o pescoço dos bois ao arado, proporcionando aos mortais una vida agradável e muito ditosa. Acrescentadora da vegetação, companheira de Bromíos, receptora de brilhantes honras, portadora de uma tocha, casta; que desfrutas com as foices que se empregam na boa estação. Terrena és, brilhante e complacente com todos, prolífica, amante dos bebês, venerável, don¬zela nutridora de jovens, que preparastes um carro, impondo freios as serpentes e celebrando com rituais cantos, em circulares giros em torno de tua sede. Unigênita, fecunda deusa, augusta para os mortais, cujas formas são muitas, floridas em abundância e de sagradas folhas. Vem, pois, bem-aventurada, casta, transbordante de frutos estivais, proporcionando-nos paz, uma ordem grata e uma ditosa riqueza, igualmente uma saúde altaneira.

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  3. XLI. A MÊTRÓS ANTAÍA

    Incenso odoroso

    Soberana Antaía, deusa mãe gloriosa dos deuses imortais e dos humanos mortais, que em uma ocasião, quando efetuavas as indagações, em meio da dor que te fazia ir errante por todas as partes, pusestes fim ao jejum no vale de Eleusís; e fostes ao Haídês pela admirável Persephónê com o casto filho de Dysaúlês como guia, revelador da sagrada boda do infernal e puro Zeús, quando destes à luz ao deus Eúboulos por mortal necessidade. Mas, veja, deusa, soberana invocada por muitas preces, te suplico que venhas afável a teu piedoso iniciado.

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