Neptuno


  • Raça: Deus Olímpico-aquático (Cronida)
  • Aspectos: Deus dos mares; Deus do Mediterrâneo; Deus da ilusão; Deus Rei do mar.
  • Cônjuge: Salácia (Anfitrite)
  • Filiação: Cíbele e Saturno
  • Descendentes: Tritão; Belerofonte; Boetus; Heleno; Agenor; Belo; Leuconoe; Hirieu; Abas; Efóceo; Evadne; Megareu; Cigno; Anceu; Anteu Pélias; Neleu; Eupemo; Lico; Nicteu; Eumolpo; Polifemo; Caríbdis; e o carneiro Crisómalo.
  • Aliados: Pontos; Proteu; Nereu; Apolo .
  • Plantas relaccionadas: Cedro; lótus; mirra; hibisco; plantas marinhas.
  • Atributos e símbolos: Tridente; cavalo; golfinho.
  • Signo associado: Peixes.
  • Festival romano:  23 de Julho.


Neptuno, também chamado pelo nome grego de Poseidon, ou Posidão, é filho de Cíbele e Saturno, e rei do mundo aquático. Desde que seu irmão, Júpiter, obrigou seu pai a vomitá-lo e a seus irmãos, Neptuno se aliou a seu irmão junto aos outros irmãos numa luta contra os Titãs. Neptuno recebeu o tridente dos ciclopes, apos ele e seus irmãos os libertarem. O Deus também é chamado de "Treme-terra", devido ao seu poder de comandar terremotos e outras catástrofes, sobretudo no mar.
Durante a fundação da cidade grega de Atenas, os Deuses Neptuno e Minerva (Atena), se ofereceram para serem padroeiros da cidade. Seria escolhido aquele que fizesse algo útil ao povo ateniense. Poseidon fez surgir um pequeno lago de água salgada, enquanto Minerva fez surgir uma árvore de pequenas frutas pretas (oliveira). Os atenienses então escolheram Minerva, e por isso colocaram o nome da cidade de "Atenas", em homenagem a ela.

Zeus e Apolo já tentaram fazer um motim para destronar Júpiter, porém não conseguiram, então foram castigados a ajudar o rei de Tróia. Apolo foi punido a pastar ovelhas na cidade de Tróia, e Neptuno foi punido a construir as muralhas da cidade de Tróia. Aquela muralha ficou tão sólida e protegida, que os gregos aqueus, após a Guerra de Tróia, jamais conseguiram derrubar as muralhas. Odisseu, rei grego de Ítaca que participou da guerra, teve a ideia de atravessar as muralhas dentro de um grande cavalo de madeira, onde puderam em frente aos portões, como se fosse um presente de rendimento. Os troiano levaram o cavalo para dentro e festejaram a vitória. Durante a noite, quando todos já estavam bêbados, os guerreiros aqueus saíram do cavalo e começaram a atacar, vencendo a guerra (leia a Ilíada). Neptuno, que apoiava os Troianos, se vingou de Odisseu, fazendo com que ele perca o rumo no mar na volta para sua terra (leia a Odisséia).

Neptuno é um dos vários Deuses que possui o tridente (podemos ver este símbolo em divindades de várias religiões). Seu domínio é os mares, os oceanos, que se estendem até os confins do mundo. São, simbolicamente, as fronteiras do universo, cingindo todos os outros Reinos. As três lâminas do tridente simbolizam os três mundos em equilíbrio, contudo também simboliza a iniciativa ao divino e a purificação, simbolizado, cabalisticamente, pelas cinco esferas inferiores da Árvore da Vida.

Neptuno foi responsável pelo surgimento do carneiro Crisómalo, que tinha a pelagem de ouro (Tosão de Ouro), no qual possui muitas lendas a respeito. Leia Argonautas para conhecer os vastos mitos do Tosão de Ouro.
Neptuno era muito cultuado por navegantes, que lhes pediam ventos favoráveis e uma viagem tranqüila. O mais comum sacrifício a Neptuno é o cavalo. Na série de livros Percy Jackson e os Olimpianos, Neptuno aparece como o pai do protagonista, o semi-deus Percy Jackson. No filme do desenho animado Bob Esponja, Neptuno aparece como rei dos mares. No desenho animado The Marvelous Misadventures of Flapjack, Neptuno aparece em muitos episódios sempre como um Deus colossal dos mares. Na mídia em geral, Neptuno é conhecido como um Deus nervoso, que ataca todos que lhe falam mal, ou a quem fale mal de sua esposa e suas filhas, ele sempre foi conhecido dessa forma, ainda mais pelas tempestades marítmas e tremores de terra.

2 comentários:

  1. Hinos órfico a Poseidón traduzido do espanhol:

    XVII. A POSEIDÓN

    Incenso, mirra

    Escuta-me, Poseidón que abraças a terra, de azulada cabeleira, protetor dos cavalos, que sustentas em tuas mãos um tridente trabalhado em bronze e habitas o fundo do mar de profundas cavidades, soberano marinho que troveja as águas com ensurdecedores ruídos, sacudidor da terra. Transbordante de ondas, doador de alegrias, quando impulsionas tua quadriga, agitando as salgadas águas e produzindo estrépito pelo mar, tu, que obtivestes como terceiro lote as profundas águas do mar, gozando a um tempo das ondas e dos seres que nelas moram, divindade marinha. Salva, te rogo, os alicerces da terra e o veloz curso das naves, concedendo paz, saúde e uma felicidade irrepreensível.

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  2. Hino órfico a Leukothéa e Palímon, mortais que foram deificados após sua morte, por meio da Apotheôsís, Inó (mãe) e Melikértês (filho), criadores de Diónysos quando criança:

    LXXIV. A LEUKOTHÉA

    Incenso odoroso

    Invoco a Leukothéa, a filha de Kádmos, venerável divindade, poderosa nutriz de Diónysos, belamente coroado, escuta-me, deusa, que reinas no seio das profundezas marinhas, comprazendo-te nas ondas, grandíssima salvadora dos mortais. De ti depende, em efeito, o instável impulso, que toma seu rumo pelas águas, das naves; tu és a única que resolves no mar a lutuosa sina dos mortais, aos que chegas, em impetuoso lançamento, como amável salvadora. Mas, veja, senhora, vem, te rogo, com boa vontade como socorredora e salvadora que és das naves de formosa quilha, trazendo a teus iniciados um vento que impulsiona as naves no mar.

    LXXV. A PALAÍMON

    Incenso, grãos de incenso

    Companheiro de criação do jocoso Diónysos, o frenético dançante, que habitas as sagradas e turbulentas profundidades do mar, a ti te convido, Palaímon, a que auxilies propicio aos piedosos mistérios, com a alegria refletida em teu juvenil rosto, e a que salves a teus iniciados pela terra e pelo mar. Porque, quando se desencadeia uma tempestade contra as naves que vagam por Póntos, tu sozinho te mostras visível como salvador dos mortais, sujeitando a dura cólera no inchado mar.

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