Têmis


  • Raça: Titânide (Urânida)
  • Aspectos: Deusa da justiça; Deusa da ética; Deusa da ordem e equilíbrio.
  • Cônjuge: Arqui-amante de Zeus.
  • Filiação: Gaia e Urano
  • Descendentes: Astréia; as Horas Éticas (Diké; Irene; Eumónia); e as nove Horas Telúricas;
  • Aliados: Titãs; Deuses Olímpios; Nix; Parcas; Gaia.
  • Plantas relaccionadas: Manjerona; giesta; hipericão; salva; arruda; gengibre; cebola, verbasco.
  • Atributos e símbolos: Balança; espada; olhos vendados.

Têmis é a própria ética e justiça. Era chamada de Justitia pelos romanos, que significa "Justiça". Seus símbolos são bem claros: A balança significa igualdade ao julgamento, igualdade ao julgar os dois lados de um confronto; A venda nos olhos é um símbolo atual, e significa que a justiça é cega, não julga pela aparência, classe ou etnia de um indivíduo; A espada significa a punição merecida ao culpado. São símbolos muito relaccionados na área de Direito.
Quando ainda criança, foi entregue por Gaia, aos cuidados de Nix (a noite) , que acabara de gerar Nêmesis. O objetivo de Gaia, era proteger Têmis da loucura de Urano. Porém Nix estava cansada, pois gerara incessantemente seus filhos. Então Nix entrega sua filha Nêmesis, e a sobrinha Têmis aos cuidados de suas mais velhas filhas, as Deusas Moiras (trio de divindades do destino), que lhes ensinaram tudo sobre a ordem do Universo e que tudo deve ser equilibrado. Têmis e Nêmesis são as Deusas perfeitas a apoiar a ordem cósmica. Têmis é a justiça e Nêmesis é a vingança.
Ídolo de Têmis no Supremo Tribunal Federal (Brasília)
Têmis, embora seja uma Titânide, é muito amada por Zeus. Ela vive no Olimpo com ele, talvez seja a única dos seus irmãos Titãs a ser bem-vinda ao Olimpo. Ela é como uma segunda esposa de Zeus, tendo com ele As Horas, divindades que regem os períodos para manter a ordem no Universo. Têmis não só é a justiça social humana, mas também o equilíbrio cósmico e natural, tanto que ela é muito associada a sua mãe, Gaia.
Durante o Dilúvio (que cada cultura e religião possui a sua versão), Pirra e Deucalião construiram uma embarcação aconselhados por Zeus. No fim do Dilúvio, Têmis disse ao casal jogarem os ossos de sua mãe, os ossos de Gaia (as pedras). Eles as jogaram, e delas sugiram novos humanos para recomeçar a sociedade.

2 comentários:

  1. Hino órfico as deusas da lei e da ordem cívica, Némesis (um Daímôn), Díkê (em Hórê) e Dikaiosýnê (um Daímôn), companheiras de Thémis.

    LXI. HÝMNOS A NÉMESIS

    Incenso odoroso

    Te invoco, oh Némesis, deusa, augusta soberana, onividente, espectadora da vida dos mortais que se distribuem em diferentes povos, eterna, veneranda, porque és a única que se alegra com a justiça e transforma as varias atitudes, que sempre são instáveis; a quem todos os mortais temem, lançando o jugo a seu pescoço, porque sempre te preocupa o sentir de todos, e não te passas desapercebida a mente que, por um desejo irreflexivo, despreza as normas. Pois tudo vês, tudo ouves e tudo reges; em ti residem as normas de justiça dos mortais, excelsa divindade. Vem, pois, bem-aventurada, pura e para sempre socorredora de teus iniciados e concede-nos ter uma sã intenção, pondo fim aos pensamentos odiosos, ímpios, soberbos e inconstantes.

    LXII. A DÍKÊ

    Incenso odoroso

    Canto ao olhar de Díkê que tudo vê, de esplendida figura, que se senta no sagrado trono do soberano Zeús e, desde o céu, contempla a vida dos mortais que se distribuem em diferentes povos, deixando-se cair como justa vingadora das injustiças e confrontando, desde sua equanimidade, os feitos anômalos com a verdade, pois tudo quanto, por seus maus pensamentos, lhes marcha aos mortais de um modo confuso, ao desejar seu proveito com injustas intenções, tu sozinha o reconduzes impondo o castigo aos injustos. Vem, pois, deusa justa, para inspirar-nos nobres pensamentos, até que, em qualquer momento, possa apresentar-se em minha existência o dia fatal fixado pelo destino.

    LXIII. A DIKAIOSÝNÊ

    Incenso odoroso

    Oh justíssima, felicíssima e agradável para os mortais, que, desde tua suavidade, desfrutas sempre com os humanos justos; por todos honrada, de feliz sina, gloriosíssima Equidade, que com pensamentos limpos decides sempre o que é devido. Indestrutível em tua mente, porque tu, em troca, destróis a todos quantos não se submeteram a teu jugo, senão que o desprezaram, virando, por sua insaciabilidade, os sólidos pratos da balança. Suave, amiga de todos, festiva, agradável, que te alegras com a paz e buscas ardorosamente uma vida segura, porque sempre odeias a ambição e te alegras com a equanimidade; em ti, pois, o conhecimento da virtude alcança um nobre fim. Escuta, deusa, e reprime com justiça a maldade dos mortais, para que sempre transite com equilíbrio a vida honesta dos humanos que comem os frutos da terra, e a de todos os seres vivos que em seu regaço nutre a deusa mãe Gaía e a daqueles que sustenta Zeús, o das águas marinhas.

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  2. Hino órfico a Thémis traduzido do espanhol.

    LXXIX. A THÉMIS

    Incenso odoroso

    Invoco a Thémis, filha do ilustre Ouranós e de Gaía; jovem donzela de suave tez como botão de rosa, que foi a primeira que ensinou aos mortais o oráculo sagrado, servindo aos deuses com o anúncio de seus oráculos no santuário de Delphoí, no solo pítio, onde reinava Pýthôn. Também ensinou ao soberano Apóllôn o sentido da justiça, pois tu, que te moves na noite, em tua esplendida beleza, com a reverência e a honra que todos te tributam, fostes a primeira que descobristes os sagrados mistérios aos mortais, lançando os gritos rituais a tua soberania nas noites de delírios báquicos. Porque de ti provêm as honras dos bem-aventurados e os sagrados mistérios. Mas, veja, afortunada donzela, vem, te rogo, contente e com boa vontade a teus piedosos e místicos rituais.

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