Juno

  • Raça: Deusa Olímpica (Cronida)
  • Aspectos: Deusa do matrimónio.
  • Cônjuge: Júpiter.
  • Filiação: Cíbele e Saturno.
  • Descendentes: Marte; Vulcano; Lucina; Juventa.
  • Aliados: Ceres; Vesta; Nêmesis; Salácia; Nereu; Hespérides
  • Plantas relaccionadas: Romã; verbena; urze; salgueiro; manjerona; avelã; tomilho.
  • Atributos e símbolos: Pavão; coroa dourada
  • Signo associado: Escorpião.
  • Festival romano:  10 de Outubro.

Juno (ou Hera, em grego) é a Deusa do casamento, da união conjugal, e também da perseverança e determinação. É Deusa da monogamia, indicando que os antigos gregos eram monogâmicos. O casamento era algo muito importante da tradição grega, formar uma família com uma boa mulher e honrar suas tradições era o que a sociedade esperava das crianças na época. Um homem não é nada sem uma mulher para lhe aconselhar, para lhe dar suporte e convicção.
Embora seja muito fiel ao marido, Júpiter, este nunca foi fiel, segundo os mitos, sempre a traia com Deusas e mortais, tanto que apenas quatro dos filhos de Júpiter foram com Juno, sendo que um é meio deficiente (Vulcano), e outro é indesejado (Marte). Porém, com toda essa traição do marido, Juno fica furiosa, perseguindo sua amante, o filho de sua amante e às vezes toda a família de sua amante.
Entre todos os filhos das amantes de Júpiter, o que Juno mais odiou foi Hércules, tentando matá-lo diversas vezes, desde sua infância, segundo as lendas.
Juno, Vênus e Minerva estavam disputando para saber qual é a mais bela (ver a postagem Vênus), que havia de receber um pomo de ouro de Éris, Deusa da discórdia e do caos. Vênus ganhou, fazendo com que Juno se aliasse aos gregos durante a Guerra de Tróia. Juno inveja bastante a Deusa Vênus, inveja sua divina beleza, e depois da disputa do pomo de ouro, ambas se tornaram grandes inimigas.
O sexto mês do nosso calendário gregoriano possui o nome de "Junho" em homenágem à Deusa Juno. Provavelmente os festivais e rituais à Deusa era praticado neste período do ano.

Um comentário:

  1. Hino órfico a Héra traduzido do espanhol:

    XVI. A HÉRA

    Incenso oloroso

    Alojando-te em azuladas cavidades, aeromorfa, augusta Héra, feliz esposa de Zeús, ofereces aos humanos Aúrai (brisas) propicias que nutrem suas almas. Mãe da chuva, animadora de Anémoi (ventos), geradora de tudo, porque, sem ti, nenhuma coisa consegue por inteiro o ofício da natureza de sua existência, já que em tudo participas, envolta em prodigiosa atmosfera. Pois tu sozinha dominas e governas tudo, movendo-te em correntes que produzem pelos ares. Veja, pois, bem-aventurada, gloriosa e augusta deusa, vem, te rogo, propícia, refletindo alegria em teu belo rosto.

    Hino órfico a Eileíthyia (em romano Lucina) também chamada de Prothyraía:

    II. A PROTHYRAÍA

    Escuta-me, venerável deusa, divindade de múltiplas advocações, protetora dos partos, doce olhar aos leitos no nascimento, única salvadora das mulheres, amante dos bebês, amável, que apressas o nascimento, que ajudas as jovens mortais, Prothyraía, guardiã acolhedora, complacente nutriz, afetuosa com todos, que habitas nas mansões de todos e desfrutas em seus banquetes, e auxilias as mulheres no parto, invisível, embora mostres a toda empresa. Sentes compaixão dos partos e te alegras com os felizes nascimentos, Eileíthyia, que resolves as fadigas nos duros transes, porque a ti somente invocam as parturientes como alívio de sua alma; pois, com tua intervenção, as moléstias dos nascimentos permanecem resolvidas, Ártemis Eileíthyia, venerável Prothyraía, escuta-me, afortunada, e, posto que a isso ajudas, concede-me descendência e salva-me, dado que por natureza és protetora de tudo.

    ResponderExcluir