Mostrando postagens com marcador Primordial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Primordial. Mostrar todas as postagens

Éros

  • Raça: Deus primordial
  • Aspectos: Deus do amor; Deus da união; Deus do equilíbrio.
  • Cônjuge: Psiquê
  • Filiação: Vênus e Marte.
  • Descendentes: Hedonê
  • Aliados: Vênus; Têmis; Apolo; Hélio; Selene; Eos; Cronos; Gaia; Nix; Pontos; Proserpina.
  • Plantas relaccionadas: Mirra; olíbano; acácia; patchuli; anis; cálamo; benjoim; canela; cravo-da-índia; eucalípto; oliveira; erva-doce; alecrim; verbena; hortelã; gengibre; gardênia; manjerona; jasmim; louro; lótus; azevinho.
  • Atributos e símbolos: Arco e flecha; asas brancas.

Éros é o Deus do amor, da união. Hesíodo o classificava como um Deus primordial, que deu impulso à criação, ele é a "vontade" da criação (leia Teogonia, de Hesíodo). Não significa que Éros é o criador de todo o Universo, e sim que ele é o organizador de tudo, ele é o oposto do Caos, ele é a harmonia cósmica primordial que compõe o Universo. Hesíodo dizia que ele é "o mais belo entre os Deuses imortais".
Muitos autores diziam ser Éros filho de Vênus (Afrodite) e Marte (Ares). Vênus é o arquétipo do feminino, a suavidade, a paz; Marte é o arquétipo do masculino, a agitação, a guerra. Com a união de cada uma das duas polaridades, surge Éros, a harmonia cósmica perfeita, composto pelas duas polaridades em harmonia (Yin-Yang).

Com o tempo, Éros foi sendo cultuado erroneamente como somente o Deus do amor físico (carnal), adaptando-se o nome romano de "Cupido". Éros é assim conhecido até os dias de hoje, uma criança alada com um arco e uma flecha, atirando nos casais para que se apaixonem. Muitas vezes, nas antigas Grécia e Roma, Éros era representado como uma criança alada portando um arco com flechas. Outras vezes era representado como um adulto alado.
Éros e Psiquê

Segundo um mito, Eros casou-se com Psiquê (a Alma), com a condição de que ela nunca pudesse ver o seu rosto, pois isso significaria perdê-lo. Mas Psiquê, induzida por suas invejosas irmãs, observa o rosto de Éros à noite sob a luz de uma vela. Encantada com tamanha beleza do Deus, se distrai e deixa cair uma gota de cera sobre o peito de seu marido, que acorda. Irritado com a traição, Éros a abandona. Esta, ficando perturbada, passa a vagar pelo mundo até se entregar à morte. Éros, que também sofria pela separação, implora para que Júpiter tenha compaixão deles. Júpiter o atende e Éros resgata sua esposa.

Muitos dodecateístas aceitam a idéia de emanacionismo, sendo Eros o princípio de todas as coisas, a origem da criação. Sendo assim, em todo o nosso ciclo de reencarnação, evoluímos até alcançarmos um estado superior, onde nos tornamos unos a esse princípio, nos tornamos unos a Eros.
Sendo o Deus, fruto da união de Vênus com Marte, e exaltando a idéia de emanacionismo, podemos concluir que Eros é o próprio bem, a união equilibrada de dois extremos é o "bem", enquanto o desequilíbrio de dois extremos é o "mal".

Ventos

Os ventos são Deuses primordiais. Diz-se que todos os ventos são manifestações do Deus vento primordial Éolo (daí deriva-se a palavra eólico). São considerados filhos de Eós (a Aurora) e Astreu, ou são considerados ainda mais antigos, filhos de Gaia (a Terra) e Urano (o Céu). As versões são diversas, mas o que realmente importa é que são divindades dos ventos.
Em grego se chamavam Anemoi, que significa "vento", mas do mesmo modo significa "alma", eles associavam a alma ao sopro divino. O mesmo ocorre no latim, com a palavra Anima.
 Os ventos são representados com asas e/ou soprando. São quatro os ventos cultuados, representando cada um uma direção geográfica e o "clima" que manifesta. Suas características são diferentes no hemisfério norte e no hemisfério sul, por motivos geográficos. Então, para caracterizar um vento, inverta suas posições geográficas se estiver no hemisfério sul.
Os ventos determinam também as posições meridionais. Tanto que muitos dos nomes dos ventos são associados, hoje, com posições geográficas (Boreal, austral, setentrional, etc). Resumindo, os ventos simbolizam os quatro cantos do Mundo Físico.

"Puro Zéfiro amoroso, abre as asas lisonjeiras, e entre as folhas das mangueiras vai saudoso adormecer." – Silva Alvarenga

Moiras

  • Raça: Deusas ctônicas (Moiras)
  • Aspectos: Deusas do destino.
  • Cônjuge: Não possuem.
  • Filiação: Nix
  • Descendentes: Não possuem.
  • Aliados: Hécate; Nix; Jápeto; Têmis; Nêmesis; Minerva; Tânato; Hipnos; Saturno.
  • Plantas relaccionadas: Papoula; noz-moscada; vetiver; urze; madressilva; assa-fétida; cedro; manjericão; erva-doce; olíbano; benjoim; arruda; sândalo; cardo; cravo-da-índia; mirra; dente-de-leão; romã; verbena; gengibre; patchuli; cálamo; beladona; acônito.
  • Atributos e símbolos: Fuso, tear; fios.

"Alegre vá passando no seio das delícias e regalos. Mas ah! que não adverte que as três filhas da noite, as ímpias Parcas, girando os leves fusos, lhe acabam de fiar os curtos dias! Que a morte inexorável se chega ao rico leito em que descansa" – Correia Garção


Cloto, Láquesis e Átropos são as divindades conhecidas como "Moiras". São filhas diretas da Noite, que as concebeu por partenogênese. Também são conhecidas em latim como "Parcas" Elas são as Deusas do Destino, tanto dos mortais quanto dos imortais. Elas formam o poder que Nix possui sobre o Destino do Universo.
Cloto é responsável por tecer o fio da vida. Láquesis puxa e enrola o fio. Átropos corta o fio. Como podes observar, é algo muito simbólico, é todo o ciclo espiritual de nascimento, auge e morte. As moiras, simbolicamente, portam o fio da vida de todo indivíduo. A trindade é a principal característica de uma divindade do destino, não só na religião helênica, mas também em diversas religiões.
O fio simboliza toda a história da nossa vida, o que vivemos e o que ainda vamos vivenciar. É a nossa linha do tempo, que só as Moiras (Destino) decidem como deve tecê-la e quando devem cortá-la.

O destino é predestinado, mas também nos dá opções em todo caminho. Não sabemos se ganharemos ou não tal emprego, porém podemos livremente escolher se faremos a entrevista de arrumados ou desleixados. Nossas escolhas nos ajudam a forjar nosso fio da vida, e o papel do Destino é determinar nossas oportunidades, observando nosso carácter e virtude.
Lembrem-se disso: Às vezes, coisas ruins acontecem para que depois venham coisas melhores do que seriam. Devemos ter ciência e respeito do destino.

Segundo os mitos, as Moiras criaram Têmis, filha de Gaia, e Nêmesis, filha de Nix, e lhas educaram, fazendo com que elas se tornem Deusas sabedoras do destino. E assim, Têmis se tornou Deusa da justiça misericordiosa, e Nêmesis Deusa da justiça julgadora, ambas responsáveis por manter a harmonia cósmica.
Os poderes das Moiras, e até da própria Nix, de controlar o destino de qualquer mortal e qualquer divindade é incomparável aos inferiores poderes de Zeus. O Deus as respeita e as teme, pois está ciente de seus poderes e conhecimentos.
Em Roma eram conhceidas como Parcas. As Moiras são representadas como três mulheres de aspecto sinistro, envoltas de mantos negros. Cloto segura um fuso no qual tece o fio, e Átropos segura uma tesoura na qual corta o fio. As Moiras residem no Submundo, o mundo espiritual, estando associadas aos espíritos e ao ciclo de ascensão, apogeu e declínio em que os espíritos são destinados.

Eos

  • Raça: Deusa Primordial
  • Aspectos: Deusa da aurora.
  • Cônjuge: Titono.
  • Filiação: Hiperião e Téia
  • Descendentes: Mêmnon; Emátion; Ventos
  • Aliados: Ventos; Nix; Éros; Astéria; Selene; Hélio; Apolo.
  • Plantas relaccionadas: Eucalípto; capim-limão; lavanda; estramónio; borragem; cicuta; hera; sanguinária.
  • Atributos e símbolos: Asas; cântaro; manto branco.

Eos é a aurora, o amanhecer, cuja função é abrir espaço no céu para a carruagem de Hélio e despertar os mortais, anunciando o início do dia. É representada como jovem alada ou sob um manto branco, de cabelos loiros e vestes rosadas.
Eos se apaixonou pelo mortal Titono, e assim como sua irmã, Selene, ela concedeu ao amado a imortalidade. Porém, a Deusa do amanhecer esqueceu de dar-lhe também a juventude eterna, e assim Titono ficou velho sem nunca poder morrer. Eós então o escondeu na escuridão, até Titono se transformar numa cigarra. Com ele, Eos teve dois filhos, Mêmnon e Emátion.
Junto com Astreu, Eos gerou os quatro ventos: Bóreas, Zéfiro, Euro e Noto.

Selene

 
  • Raça: Deusa Primordial
  • Aspectos: Deusa lunar; Deusa-Lua.
  • Cônjuge: Endimião
  • Filiação: Hiperião e Téia
  • Descendentes: Menaes
  • Aliados: Diana; Nix; Hécate; Éros; Astéria; Eós; Hélio; Fauno; Ponto.
  • Plantas relaccionadas: Eucalípto; artemísia; dama-da-noite; cânfora; sândalo; trombeta; erva-cidreira; datura; camélia; gardênia; abóbora; parreira; lunária; salgueiro; lírio.
  • Atributos e símbolos: Crecente Lunar; tochas; prata.

Selene é a própria Lua. Ela é irmã de Eós (Aurora) e Hélio (Sol), e junto com eles, Selene participa do ciclo dia-noite da Terra. Logo que seu irmão Sol completa sua jornada nos seus, ela aparece. Seus poderes são concretizados na Terra, dentre eles, Selene controla o nível das marés. Há afirmações de que a Lua influência na gestação feminina e nos ciclos menstruais.
Selene é representada como uma mulher bela e alva, numa carruagem de prata puxada por dois cavalos brancos, ou montada num touro branco. Assim como muitas Deusas lunares, ela porta uma crescente lunar na testa, um símbolo de meia-lua deitada. Em sua principal lenda, ela se apaixonou pelo mortal Endimião, mas o facto dele ser mortal a perturbava, Selene não queria vê-lo envelhecer e morrer. Então, a Deusa fê-lo dormir eternamente, para que nunca envelheça ou morra. Nas poucas vezes que Endimião acordava, era somente para ver Selene. Com ele, a Deusa gerou cinquenta Deusas, conhecidas como Menaes, que correspondem aos meses lunares.

Selene também amou Pã (Fauno), e com ele teve a Deusa Pandia, que representa o brilho da lua. Selene costumava ser bastante confundida com Diana, ou até com Hécate. Diana representa a Lua Crescente, e Hécate a Lua Nova, porém, Selene representa a Lua em geral, em todas as fazes, Selene é a própria Lua primordial. Em sua homenágem foi dado seu nome ao elemento químico Selênio.
A Lua sempre foi associada ao feminino, à mulher. Deidades relaccionadas à feitiçaria freqüentemente são associadas à Lua. A Lua reflete e flui o poder feminino. Em diversas religiões podemos perceber esta associação da Lua com a mulher, com a mística feminina, ou com o princípio feminino da criação.
Selene era cultuada bem antes do culto aos Deuses Olímpicos. Sua celebração ocorria no dia 7 de Fevereiro. Ela é muito cultuada, junto a outras divindades lunares, na religião wicca.

Hélio

  • Raça: Deus Primordial
  • Aspectos: Deus solar; Deus-Sol.
  • Cônjuge: Perseis.
  • Filiação: Hiperião e Téia
  • Descendentes: Faetonte; Faetusa (raios solares); Lampecia (luz solar); Electriona; reis Helíadas; ninfas Helíades; Circe; Eetes; Pasifae.
  • Aliados: Apolo; Pontos; Vulcano; Éros; Júpiter; Eós; Selene.
  • Plantas relaccionadas: Choupo; mirra; freixo; cravo; angélica; cravo-da-índia; peónia; alecrim; sésamo; escambroeiro; girassol.
  • Atributos e símbolos: Auréola solar; âmbar; águia.
  • Festival romano: 25 de Dezembro (simbolicamente o "renascimento" do Sol).

Hélio é o próprio Sol, tendo os visíveis poderes de emanar raios UV na Terra e mantê-la aquecida e iluminada, afinal, Deuses não são apenas inconcretos e/ou espirituais, também podem ser de poderes materiais, sobretudo os Deuses primordiais. Hélio é irmão de Selene (a Lua) e Eós (a Aurora), todos esses Deuses ajudam Nix a manter o Universo, para que esta possa descansar, por isso há o ciclo do dia e da noite.
Hélio é representado luminoso cruzando os céus com sua carroagem puxada por quatro cavalos de fogo. Seu mais antigo grande culto foi na ilha de Rodes, onde fora erguido o "Colosso de Rodes". Em seus mitos ele se apaixona por Rodo, ninfa da ilha de Rodes, onde tem 5 filhos, que foram reis de Rodes. Esta associação do rei com o próprio Sol não é particular dessa ilha. Em freqüentemente todos os impérios podemos perceber que o imperador é considerado divino, e na maioria das vezes é associado como filho do Sol.

Em Roma, durante a era do Império Romano, o imperador foi se divinizando cada vez mais, sendo associado também como filho de Hélios. Durante o Império, os romanos identificavam Apolo e Hélio como sendo o mesmo Deus, dizendo ser Apolo o próprio Sol brilhante nos céus. Essa associação pode ser também resultado das influências do mitraísmo.
No mito de Vênus e Vulcano (veja aqui), Hélio é o Deus que acusa a traição de Vênus com Marte. Podemos perceber a partir do mito que, enquanto Vênus mantinha relacções com Marte durante a noite e este fugia antes do amanhecer, nesta vez Marte não se deu conta do tempo, e o Sol apareceu ao amanhecer, que também significa que de dia podemos enxergar, e neste caso podemos ver a traição de Vênus com Marte.

Ninfas

"A Natureza é um templo onde vivos pilares deixam escapar, às vezes, confusas palavras" – Charles Baudelaire

Há muitos significados para "ninfa" no idioma grego, como "noiva", "velado", ou até "botão de rosa". As ninfas são espíritos femininos da Natureza, que habitam em montanhas, florestas, lagos, rios, bosques, prados, e até em cada árvore e pedra da Natureza.
Ninfas são equivalentes às fadas, na tradição celta, às mouras encantadas, na tradição portuguesa, e provavelmente até aos kamis no xintoísmo.

As ninfas correspondem ao panteão do mais puro animismo helênico. Elas são associadas à graça criativa e fecundadora da Natureza. Em inúmeros mitos gregos, as ninfas sempre são perseguidas sexualmente pelos sátiros. Elas são a alma da Natureza.
Algumas ninfas são associadas a outros Deuses. Há ninfas seguidoras de Diana, que com ela caçam e vivem nos confins das florestas. Ninfas seguidoras de Baco, que participam de seus bacanais. Ninfas inspiradoras da arte, que seguem Apolo.

Podemos classificar as ninfas também como seres elementais, ninfas alquímicas que interagem no mundo material: ninfas da terra, ninfas do fogo, ninfas da água e ninfas do ar. Cada grupo de ninfas com seus respectivos elementos abrange diferentes associações, seja na Natureza, seja também dentro de nós, em nossos sentidos e emoções. Eis um exemplo de classificação de ninfas elementais:

Ninfas da terra - associadas à estabilidade, riqueza, fertilidade e racionalidade.
  • Astrologia: Capricórnio; Touro; Virgem.
  • Plantas: Cevada; milho; cipreste; ervilha; batata; prímula. aveia; patchuli; centeio; trigo; nabo; tulipa; vetiver; magnólia; alfafa; verbena;

Ninfas do ar* - associadas à instabilidade, harmonia; comunicação e inspiração.
  • Astrologia: Aquário; Libra; Gêmeos.
  • Plantas: Acácia; amêndoa; anis; giesta; castanha; chicória; cravo-da-Índia; dente-de-leão; avelã; erva-doce; bordo; menta; pinho.


Ninfas da água - associadas à tranqüilidade, pureza, repouso e amor.
  • Astrologia: Peixes; Câncer; Escorpião.
  • Plantas: Aloe; bálsamo; maçã; alga; cânfora; cereja; margarida; olmo; eucalípto; matricária; gardênia; abóbora; uva; hibisco; limão; mirra; trombeta; artemísia; sândalo.

Ninfas do fogo* - associadas à agitação, idealização, virilidade e fé.
  • Astrologia: Áries; Leão; Sagitário
  • Plantas: Pimenta; assa-fétida; manjericão; olíbano; freixo; louro; cravo; cedro; canela; café; gengibre; alho; oliva; carvalho; romã; açafrão; girassol; alecrim; coentro.


Ponto


  • Raça: Deus Primordial
  • Aspectos: Deus do Mar; Deus das Águas.
  • Cônjuge: Amante de Gaia
  • Filiação: Gaia.
  • Descendentes: Nereu; Taumante; Fórcis; Ceto; Euríbia; Telquines.
  • Aliados: Todos os seus descendentes da linhagem do Mar; Poseidon e outras divindades aquáticas.
  • Plantas relaccionadas: Plantas aquáticas.
  • Atributos e símbolos: Caranguejo, algas marinhas, cavalo.

Ponto é Deus primordial das águas, ele é o Mar e toda a água do Planeta. Seus filhos dividem seu poder no mundo aquático, por exemplo, Taumante representa os perigos do mar, Nereu representa a suavidade do mar.. A maioria de seus filhos ele teve com Gaia, somente com a Deusa marinha Tálassa teve os Telquines.

Nix

  • Raça: Deusa Primordial
  • Aspectos: Deusa da Noite; Deusa do Destino; Deusa dos espíritos.
  • Cônjuge: Érebo
  • Filiação: Não possui
  • Descendentes: Éter; Hémera; Moros; Queres; Tânatos (ceifador sinistro); Hipnos; Momos; Espérides (guardiães dos Pomos de Ouro); Éris; Nêmesis; Caronte; e muitas divindades menores relacionadas ao destino ou à morte.
  • Aliados: Todos os seus descendentes da linhagem da Noite; Hécate; Ártemis; Astéria; Leto; Hades; Perséfone.
  • Plantas relaccionadas: Papoula; beladona; artemísia; sândalo; trombeta; cânfora; dama-da-noite; acônito; mandrágora; mirra; anis; camélia.
  • Atributos e símbolos: Tocha, Luas, estrelas, morcegos.

Nix é a Noite. Foi a primeira Deusa helénica a ser cultuada por bruxas e feiticeiras. Assim com Gaia e Urano, Nix também gerou toda uma grande linhagem, a linhagem da Noite. Nix é a mãe do Dia (Hémera) e do entardecer (Hespérides), elas ajudam Nix a manter o ciclo diário. Enquanto Hémera rege o Dia, e as Hespérides regem a Tarde, Nix rege toda a Noite.

Nix, ao mesmo tempo que é considerada uma boa Deusa Primordial, mãe de Hémera, das Hespérides, da amizade (Filotes), do ar (Éter), ela também é considerada malígna. Dita mãe da miséria (Oizus), discórdia (Éris), fome (Limos). Em outras versões (mais lógicas), todas essas desgraças são filhos de Éris, a discórdia, afinal tudo pode levar à discórdia, e a discordia pode gerar qualquer desgraça na sociedade. É dito também que Nix é mãe dos vampiros
Em outras versões, Nix é mãe de Hécate, a actual Deusa das bruxas. Nix é poderosa, é a única Deusa capaz de ter poder sobre o Destino e ter poder sobre a condição dos mortais e dos Deuses, podendo transformar qualquer Deus em mortal. Todos temiam seu poder, até os Deuses. Nix é sabedora de todos os segregos do Universo. Ela foi a primeira Deusa rainha do Submundo. Ela é representada com asas de morcego, ou com um véu preto.

Urano


  • Raça: Deus Primordial
  • Aspectos: Deus-Pai; Deus-Ceu.
  • Cônjuge: Gaia
  • Filiação: Gaia
  • Descendentes: Ciclopes; hecatônquiros; Vênus; ninfas melíades; gigantes; fúrias.
  • Aliados: Não possui
  • Plantas relaccionadas: Freixo; faia; choupo; cedro; .

Urano é o Céu, embora já saibamos que o azul que vemos acima de nós não passa do próprio Universo, portanto temos que entender de modo metafórico a cosmogonia grega. A lógica da criação está em que tudo o que é maior (ou mais amplo) é ancestral de algo menor (ou menos amplo) Neste caso o casal mais antigo a habitar o mundo seria a coisa mais ampla, "o Céu e a Terra", cujos herdeiros são o tempo (Cronos) e o espaço (Réia), pois tempo e espaço estão sob os limites do Céu e da Terra. Quando falamos em Urano como o céu, podemos considerar não uma abóbada celeste como os antigos pensavam, mas sim o sutil, o extra-terreno. Enquanto Gaia rege tudo o que é material, Urano rege tudo o que é incorpóreo.
Segundo Hesíodo, Urano é filho e marido de Gaia. Ele fecunda a Terra com a chuva. Somente com Gaia ele teve relacções e então somente com ela possui descendentes. Porém, quando seu filho, Cronos, cortou-lhe os testículos enquanto ele copulava com Gaia, Seu sangue se espalhou, gerando as fúrias, as melíades, e, dos testículos que cairam no mar, a belíssima Deusa Vênus (Afrodite), nascida das espumas do mar numa concha de madrepérola. Urano foi um tremendo tirano. Durante o seu reinado ele mantinha presos todos os filhos que ele tinha com Gaia.

Gaia

  • Raça: Deusa Primordial
  • Aspectos: Deusa-Mãe; Deusa-Terra, Deusa da Natureza.
  • Cônjuge: Urano
  • Filiação: Não possui.
  • Descendentes: Urano; Pontos; Óreas; ciclopes; hecatônquiros; Titãs; Píton; Ceto; Euríbia; Nereu; Fórcis; Taumante; Equídna; Tífon; dentre outros.
  • Aliados: Todos os seus descendentes da linhagem do Céu.
  • Plantas relaccionadas: Todas
  • Atributos e símbolos: Gestação; árvore; cereais.

Os romanos a chamavam de Tellus, os vikings de Nerthus, os yorubás de Oduduwá. Todos esses epitetos e nomes são a mesma Deusa, a Terra. Gaia (ou Géia) é a Terra, foi a primeira Deusa a ser cultuada como principal divindade. Gaia foi uma das primeiras divindades do Universo. Sem intervensão masculina, ela pariu Urano (o Céu), Pontos (o Mar) e os Óreas (montanhas). Ela teve relações com muitos Deuses, mas sua principal linhagem é com o Céu. Com ele, Gaia gerou várias criaturas, gerou ciclopes, hecatônquiros (centímanos), e os Titãs e Titanides. Podemos dizer que Gaia (a Terra) com Urano (o Céu) gerou a vida terrestre, gerou todos nós.
Neste tempo, Urano se tornou líder de todo o Universo e mantinha seus filhos trancados no ventre de Gaia (seu ventre é o Tártaro). Gaia não aguentava constante dor, e então pediu a seus filho Titãs que cortassem os testículos do pai com uma foice. O Titã que aceitou o plano foi Cronos (Saturno). Quando o Céu estava prestes a fecundar com a Terra (com a chuva vinda do Céu), Cronos aproveitou e cortou os testículos dele e salvou os irmãos. Entretanto, ele salvou apenas os Titãs, enquanto os ciclopes e hecatônquiros mantinham presos no Tártaro. Mais Tarde, Zeus, filho de Cronos, destronou o pai, salvou os irmãos, os ciclopes e os hecatônquiros e deixou preso os Titãs.

Gaia odiava (e ainda odeia) essa rivalidade entre seus descendentes. Ela só quer que todos os seus filhos sejam fraternos, não quer ver ninguém se odiando, fazendo guerra ou preso no Tártaro. Ela odiou quando Cronos prendeu os outros irmãos, e odiou quando seu neto Zeus prendeu os Titãs. Hoje em dia, Gaia está em constante perigo por causa de seus descendentes, nós mesmos, que Lhe devastamos, poluímos e acabamos com Seus recursos. Temos que preservar o que resta, temos que consumir com responsabilidade, para que a Terra possa novamente se erguer e continuar nos sustentando. Precisamos ajudar nossa matriarca, Gaia, assim como Ela nos ajuda.